Cefaleia tensional

Cefaleia tensional – Sintomas, causas e tratamento

Uma das queixas mais comuns e que atinge muitas pessoas: a dor de cabeça se apresenta de diversas formas, sendo a cefaleia tensional uma das mais frequentes. Sua maior característica, a sensação de uma faixa apertando o crânio, pode até mesmo se tornar crônica se a causa não for conhecida e tratada.

Ela pode surgir por motivos emocionais ou como sintoma de uma doença, mas nem sempre é fácil de ser detectada com precisão. É necessário realizar uma série de procedimentos para que sejam conhecidos os motivos para seu surgimento e então propor um tratamento adequado e eficiente para seu fim.

Sintomas e causas da cefaleia tensional

A cefaleia tensional começa com leve dor na parte frontal ou lateral da cabeça, com possível sensação de pressão. É muito comum surgir no final do dia, resultado de cansaço ou de vista cansada e quando é muito forte pode dificultar e atrapalhar o sono, piorando ainda mais as dores.

Com a dor aguda, há dificuldade de se concentrar, com uma forte tendência a irritabilidade. A cefaleia tensional também pode apresentar hipersensibilidade à luz e aos ruídos, causando também dores musculares no corpo pela tensão que provoca.

É muito comum confundirem a cefaleia tensional com uma enxaqueca. Porém ela não tem como um de seus sintomas as náuseas, vômitos e distúrbios visuais, mas sua frequência pode acabar se transformando numa enxaqueca crônica.

A maior parte das pessoas com cefaleia tensional são mulheres, em média 88%, principalmente acima dos 40 anos. Mas ela não é uma doença hereditária, e sim consequência de uma das seguintes causas: sono insuficiente, cansaço, fome, exagero nas atividades físicas, postura equivocada, estresse, ansiedade, excesso ou abstinência de cafeína, álcool ou tabaco, gripe, cansaço na visão, sinusite, congestão nasal e problemas odontológicos.

Algumas situações específicas e estressantes também podem causar a cefaleia tensional como o perfeccionismo, adquirir muitas responsabilidades, excesso de trabalho ou estudo, início de um novo trabalho ou tarefa, antecipação de testes, problemas familiares, dificuldade para dormir, competição, cumprir prazos e metas, entre outros.

A dor pode evoluir de forma aguda para crônica, caso não seja identificada a sua causa. Nos casos de cefaleia tensional crônica, a dor permanece presente o tempo todo, mesmo que varie de intensidade em alguns momentos.

Como é o seu tratamento?

Pessoas com os sintomas de cefaleia tensional precisam procurar um neurologista ou um clínico geral. Caso já haja um diagnóstico da doença, o paciente pode procurar o médico sempre que houver mudanças no tipo e na frequência das dores.

Quando a dor é abrupta e muito severa, traz rigidez no pescoço, febre, confusão mental, convulsões, dormência, vista dupla, fraqueza, dificuldade em falar ou surge depois de uma pancada ou ferimento na cabeça, é preciso procurar a emergência médica e realizar todos os exames para encontrar o diagnóstico.

Além de buscar todos os sintomas e a vida cotidiana do paciente, o médico indicará a realização de ressonância magnética ou/e tomografia computadorizada para identificar qualquer problema cerebral.

O tratamento normalmente funciona com analgésicos ou medicamentos combinados, mas em casos mais severos é possível a prescrição de antidepressivos, anticonvulsivantes e relaxantes musculares. Tratamentos alternativos como acupuntura e massagem podem ser muito eficientes para casos agudos leves.

O importante é não se automedicar, procurando sempre um médico para um diagnóstico preciso. Reorganizar a alimentação, o sono e o estresse cotidiano também é importante para identificar excessos. A prática de atividades físicas, manter os horários padrões de sono, beber muita água e limitar ou evitar o consumo de álcool e cafeína podem evitar o surgimento da cefaleia tensional.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisioterapeuta osteopata em São Paulo.

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