Conheça os tipos de zumbido no ouvido
zumbido

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 278 milhões de pessoas sentem algum tipo de zumbido no ouvido. É um ruído que apenas quem sofre com isso é capaz de escutar. E antes que essa conversa pareça coisa de doido, o problema é um sintoma real que causa um verdadeiro tormento e atrapalha a vida do paciente. No Brasil, estima-se de 28 milhões de pessoas vivem ou já viveram com este incômodo, seja diariamente ou de forma esporádica.

O que é o zumbido?

Chamado de tinnitus pela comunidade científica, o zumbido é toda percepção sonora que só a pessoa que convive com este mal é capaz de ouvir. Ou seja, ela escuta um timbre inexistente no ambiente. Para entender melhor, é preciso explicar o funcionamento da audição.

Em um quadro normal, o ouvido atua na captação das vibrações sonoras ao seu redor. Uma música, por exemplo, gera oscilação nas ondas. Ao serem registradas no ouvido, criam impulsos elétricos que são levados até o cérebro. Lá, as conexões neurais farão o reconhecimento do som.

Para quem tem algum tipo de zumbido, é como se as vias auditivas “criassem” essas vibrações. Ou seja, mesmo sem qualquer espécie de ruído no recinto, os impulsos são enviados ao cérebro. De forma indistinta, o tinnitus pode ocorrer com constância, em determinadas ocasiões ou esporadicamente.

Dificuldade do diagnóstico do zumbido

Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, o zumbido é, na verdade, um sintoma e não uma doença. A emissão indiscriminada de impulsos elétricos é um sinal de que há algo de errado no corpo humano. E nem sempre o local onde se encontra o problema é, necessariamente, o aparelho auditivo. Então, um dos grandes desafios é investigar o que está suscitando o tinnitus e descobrir o porquê dessa manifestação.

Para dificultar um pouco mais, é possível que a pessoa apresente uma ou diversas razões que expliquem a presença do zumbido. E como é uma condição cada vez mais frequente, o complicado diagnóstico retarda a aplicação do tratamento correto. Por isso, a osteopatia é uma das melhores opções para tratamento. A metodologia atua no paciente como um todo. O foco não está no órgão ou nos sintomas, mas sim, na busca pelo princípio do tinnitus.

Quais são as causas do zumbido?

As primeiras hipóteses sobre as causas estão ligadas a algum distúrbio no ouvido ou no canal auditivo. Excesso de cera e uso abusivo de fones de ouvido são origens comuns do dia a dia. O tinnitus também pode ser sinal de enfermidades mais graves, como infecções, lesões e até surdez.

Mas, como dito anteriormente, as raízes do zumbido nem sempre são tão óbvias quanto aparentam. Em diversos casos, esse sintoma não tem qualquer relação com as vias auditivas. O tinnitus pode começar no coração, por algum tipo de alteração cardiovascular, por um desvio na coluna, por conta do diabetes, por uma disfunção da articulação temporomandibular, entre outros. O consumo excessivo de álcool, tabaco e até de café ou bebidas com cafeína também tem potencial para provocar essa condição ou aumentar o risco de sofrer com esse sintoma.

Com doenças tão distintas, você deve estar se perguntando como isso é possível. Isso se deve porque o fenômeno é gerado por diversos fatores no corpo humano. É preciso lembrar que todo o sistema corporal está conectado e interligado. Dessa forma, um desequilíbrio silencioso em um local emite a mensagem para outras áreas que irão manifestar o zumbido.

Quais são os tipos de zumbido?

Existem diversos tipos: agudos, graves, em alto volume ou bem ao fundo. De acordo com os relatos dos pacientes, estudos concluíram que não há um único som que possa definir o problema. Mas é possível afirmar que muitas pessoas usam referências comuns como:

  • Cachoeira;
  • Chiado;
  • Apito;
  • Concha;
  • Cigarra;
  • Mosquito;
  • Panela de pressão;
  • Motor automotivo;
  • Escape de ar;
  • Corrente de vento;
  • Assobio;
  • Pulsação de coração;
  • Etc.

Quais são as diferenças entre os tipos de zumbido?

Os variados tipos de zumbido são percebidos ou referenciados de múltiplas maneiras. Mas, quais são as diferenças entre todos esses sintomas? O tinnitus pode aparecer e desaparecer, diferir na duração e na intensidade. Para algumas pessoas, surge após a exposição a um volume alto de barulho, como uma festa, um show, uma obra, entre outros.

Em alguns casos, o zumbido é a clara demonstração que o aparelho auditivo está prejudicado. Em outros, se origina em um desequilíbrio neurológico, afetando a forma como o som é processado no cérebro. Há ainda pacientes cujo tinnitus está relacionado aos movimentos corporais. São uma espécie de resultado de algum espasmo muscular ou da mecânica do corpo, especialmente da coluna ou do pescoço. Por razões variadas, isso gera um ruído inaudível pelas pessoas ao redor, mas captado pelo ouvido de quem apresenta o problema.

Existem também raros casos que o tinnitus é ouvido por outra pessoa, através de um estetoscópio. Nesse tipo, a sensação descrita é de como se fosse possível ouvir o próprio coração. E ao contrário dos demais sintomas que são internos, este especificamente é externo. O som ocorre em vasos sanguíneos ou em músculos na região da orelha, gerando o distúrbio.

Você convive com isso ou conhece alguém que enfrenta essa situação? No próximo post vamos explicar as formas de tratamento para se livrar disso. Fique ligado!

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