enxaqueca

Enxaqueca: sintomas, causas e tratamentos

A enxaqueca é uma doença causada por um desequilíbrio químico dos neurotransmissores no cérebro. Os neurotransmissores são substâncias fabricadas pelo cérebro e são responsáveis, entre outras coisas, pelas nossas sensações, inclusive a dor.

Este desequilíbrio se manifesta de diversas formas em cada indivíduo, podendo gerar ansiedade, pânico e até depressão. Porém, a enxaqueca está associada ao estilo de vida e aos hábitos do paciente.

Quais os tipos de enxaqueca conhecidos?

Esta doença é dividida em primária, quando apresenta características próprias, e secundária, quando deriva de outra doença. A primária pode ser classificada em: com aura, sem aura, crônica, episódica, menstrual ou basilar.

A aura é um fator neurológico que ocasiona alterações visuais ou sensitivas no paciente, podendo gerar sensações de formigamento, dormência ou fazer com que o portador da doença veja flashes de luz e manchas escuras.

O que determina se a patologia é crônica ou episódica é a sua duração e periodicidade. Caracteriza-se como crônica quando a dor de cabeça (cefaleia) permanece por quinze ou mais dias do mês.

O tipo menstrual ocorre quando a mulher está em seu período menstrual e geralmente vem acompanhada de enjoos, vômitos, dores nas mamas e cólicas. A basilar é de rara incidência e ocorre quando há constrição da artéria basilar, que fornece sangue ao cérebro.

Quais os sintomas?

A característica mais comum desta doença é a presença de uma dor pulsante em apenas um lado da cabeça. Outros sintomas também considerados são: crise de cefaleia unilateral e pulsante, náusea, vômito, bocejos constantes, hipersensibilidade à luz (fotofobia), sensibilidade ao som (hiperacusia) e ao cheiro (osmofobia), tontura, fadiga, perda de apetite, dificuldade de concentração e aura visual ou sensorial.

Quais as principais causas?

Ainda não se conhece exatamente quais as causas que produzem a enxaqueca, mas sabe-se que ela está associada ao fator genético e ao desequilíbrio bioquímico cerebral. Também é de conhecimento da medicina que este desequilíbrio dos neurotransmissores é causado pela reação à ação de algum fator externo ou interno, chamado de gatilho.

Os gatilhos geralmente são provocados pelo próprio indivíduo, mas podem ser ocasionados por fatores fisiológicos. Porém, a ação de determinado gatilho poderá manifestar esta doença ou não, variando de indivíduo para indivíduo.

Os gatilhos mais usuais são: estresse prolongado e frequente, tabagismo, determinados cheiros, excesso de luz ou som, grande esforço físico, mudanças de temperatura, insônia, muito tempo sem alimentar-se, uso excessivo de medicamentos, obesidade, fatores hormonais nas mulheres (ovulação, menstruação, uso de certas pílulas anticoncepcionais) e ingestão de alimentos que contenham glutamato monossódico, nitratos, aspartame, tiramina ou álcool.

Quais os tratamentos recomendados?

Esta é uma doença em que o tratamento está diretamente associado à mudança de hábitos do paciente. O diagnóstico realizado por um especialista poderá encontrar qual o gatilho específico que causa a sua doença.

A partir de então o tratamento será evitar este fator desencadeante. Uma boa dica que auxilia no tratamento é a anotação dos sintomas pelo paciente.

As principais formas de prevenção são: controlar o estresse, dormir o suficiente, manter uma boa alimentação, prática de exercícios físicos leves como pilates, não fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso, não abusar de medicamentos e evitar ambientes com luz intensa ou intermitente.

Porém, além da prevenção pela mudança de hábitos, também podem ser utilizados medicamentos preventivos ou para o controle das crises.

Os medicamentos preventivos são utilizados antecipadamente à presença de sintomas, pois atuam diretamente na recomposição dos neurotransmissores. Neste caso recomenda-se o uso de neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos e antivertiginosos.

A osteopatia é outra grande aliada no tratamento da enxaqueca. A técnica é aplicada para ajustar, harmonizar o corpo e verificar se algo a mais está causando o problema, prevenindo as crises.

A medicação para controle das crises de enxaqueca é um tratamento sintomático, ou seja, atua apenas na inibição dos sintomas. São indicados o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e triptanos. O principal problema do uso de medicamentos é que os remédios apresentam efeitos colaterais e tornam o paciente dependente daquela substância.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como osteopata em São Paulo e Belo Horizonte.

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