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Excesso de peso na mochila pode prejudicar a coluna

É assustador ver o quanto de peso há na mochila de um estudante. São cadernos ou fichários, apostilas, livros, agenda e estojo que são fundamentais para o dia a dia escolar do aluno, mas quase impossíveis de ser levados nas costas de uma criança.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia, 70% dos problemas de coluna que acontecem em adultos foram iniciados durante a formação óssea da infância e adolescência. Os esforços repetitivos e excesso de peso têm uma grande influência no desenvolvimento, especialmente os acumulados nas mochilas escolares.

Riscos do excesso de peso

O início do ano letivo é encarado com ansiedade pelos alunos. Novas experiências surgirão nesse período. Mas, os privilégios são cercados de situações nem sempre positivas, como a quantidade de material didático diário. Os materiais levados são essenciais, mas na grande maioria das vezes a criança ou adolescente carrega um peso muito superior à sua capacidade.

Os especialistas afirmam que o máximo a ser carregado é equivalente a 10% do peso do aluno, mas as mochilas pesam, em média, 30 a 50%. Como já há uma alteração na estrutura da coluna vertebral, esses números serão diferentes, caso o aluno esteja acima do peso.  

O peso excessivo não é eventual, mas cotidiano, e mesmo com mochilas anatômicas o peso excessivo pode prejudicar a saúde do aluno. A primeira consequência é a projeção do tronco para a parte da frente, para conseguir equilibrar o peso intenso nas costas. Essa ação força o abdômen fazendo com que haja uma pressão na curvatura da coluna e também no sistema digestivo.

A situação piora ainda mais para quem carrega a mochila somente por uma das alças. A sobrecarga em um dos lados da coluna pode acarretar em graves desvios posturais, trazendo consequências progressivas.

Sintomas e tratamentos para quem abusa do peso nas mochilas

O abuso de peso das mochilas ocasiona sintomas ao longo do período escolar, e com o passar do tempo a dor pode se tornar crônica. Consequentemente, seu rendimento escolar, a prática de atividades esportivas e todo o cotidiano estarão prejudicados. Se mesmo com as dores o aluno continuar utilizando as mochilas pesadas, em longo prazo ele pode adquirir alterações na postura como hiperlordose e hipercifose, além de doenças mais sérias como a hérnia de disco.

O limite de peso nas mochilas é uma recomendação médica e tem leis em todas as esferas. Há variações entre cada uma, mas todas têm como foco diminuir a quantidade excessiva de peso que os alunos são obrigados a carregar diariamente. Porém, na prática, essas leis não são fiscalizadas, nem sequer conhecidas.

Cabe hoje aos pais buscar amenizar esse problema. Para ajudar, listamos quatro dicas sobre o equilíbrio do peso das mochilas:

  1. Escolha o modelo ideal: a melhor mochila para crianças e adolescentes é a que possui rodinhas ou aquelas que possuem um carrinho e puxador, evitando o peso nas costas. Se não for possível, opte por mochilas reforçadas e semelhantes às usadas por montanhistas, com cinto preso na cintura e as alças mais reforçadas, para equilibrarem o peso nas costas.
  2. Manter diálogo com a escola: a escola precisa estar consciente de sua responsabilidade sobre o peso carregado pelos alunos. Avaliações devem ser feitas com os educadores a fim de diminuir ao máximo o peso diário de material e ofertar opções, como ter armários ou apostilas desmembradas para evitar o peso excessivo.
  3. Manter o peso abaixo do limite: confirme sempre se a criança ou adolescente está com uma mochila dentro do limite mínimo. Não permita que haja mais que 10% do seu peso corporal.
  4. Educar a postura: o aluno precisa ser orientado sobre a postura ideal para levar sua mochila. As crianças precisam ser informadas sobre o que pode causar a sua saúde se levarem a mochila apenas em um dos ombros, como também se abusarem do peso ou não usarem a mochila como o indicado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como osteopata em São Paulo e Belo Horizonte.