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Tensão muscular crônica: como tratar?

Uma das principais causas da tensão muscular crônica é o estresse. De fato, trata-se de um quadro cíclico, visto que,  ao apresentar os sintomas, o paciente acaba aumentando os seus níveis de nervosismo, devido ao incômodo que o problema consegue causar. Nesse cenário, o efeito “estresse -> dor  -> estresse” gera uma qualidade de vida deficitária para o paciente, que é afetado até na realização das atividades mais simples.

A dor muscular, também conhecida como mialgia, pode ser intensa ou leve, geralmente desaparecendo em poucos dias. O caso das dores crônicas, porém, é bastante diverso: elas ressurgem periodicamente e com constância, alimentadas por ações como praticar exercícios ou dormir de “mau jeito”. São desconfortos que podem durar até meses, chegando a alterar a rotina do paciente.

É uma dor localizada, que atinge constantemente um grupo muscular específico do corpo. Raramente ela é sistêmica e atinge todo o corpo, a não ser que haja um excesso da atividade causadora do problema ou um estresse muito grande que a provoque.

Como surge a tensão muscular crônica?

O estresse contínuo oriundo de questões físicas ou psicológicas tem como principal sintoma a tensão muscular crônica. As massagens em determinados pontos fazem com que o corpo consiga relaxar e a tensão seja amenizada, mas não por muito tempo.

Vale acrescentar que, embora o estresse seja realmente a raiz mais comum da tensão muscular crônica, outros possíveis fatores podem desencadear o problema: excesso de treinos, práticas esportivas mais intensas, carregar muito peso, ficar muito tempo em pé ou sentado com má postura e a ocorrência de traumas são alguns exemplos importantes.

Determinados problemas secundários também manifestam a tensão muscular crônica como sintoma. São eles:

  • Dermatomiosite;
  • Influenza;
  • Hipotireoidismo;
  • Doenças reumatológicas;
  • Fibromialgia;
  • Dor muscular tardia;
  • Síndrome da fadiga crônica;
  • Síndrome compartimental crônica;
  • Tensão muscular por sobrecarga;
  • Polimiosite e distonia;
  • Infecções por vírus e bactérias;
  • Síndrome de dor miofascial

Tratamentos mais indicados

O corpo humano tem uma forma muito peculiar de relaxar os músculos. Na maioria dos casos, ele requer mais concentração de energia quando está em relaxamento, ao contrário do estado de contração, em que não há consumo energético.

Nesse quadro, o músculo só consegue de fato relaxar quando para completamente, mas nem sempre isso acontece.Os exercícios físicos realizados com moderação podem ajudar na integridade fisiológica muscular, prevenindo contra lesões.

No caso de tensões musculares crônicas, nem sempre os exercícios moderados são capazes de curá-las. É preciso recorrer a tratamentos mais complexos que envolvem fisioterapia, osteopatia, pilates, quiropraxia, massagens profundas, vibrações, ultrassom, laser e outras metodologias. Os alongamentos também ajudam a proporcionar mais conforto ao paciente, mas não conseguem curar totalmente as tensões, assim como colchões e cadeiras vibratórias.

O profissional de saúde pode prescrever medicamentos para contração muscular e analgésicos, assim como indicar a fisioterapia mais adequada ao tipo de tensão. O importante é não ignorar as tensões e procurar conviver com elas. Se estão presentes, é porque há uma causa raiz que precisa ser resolvida e pode ser um gatilho para o agravamento do quadro e o surgimento de outras doenças.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisioterapeuta osteopata em São Paulo!